Crença é amor, um amor verdadeiro que acredita cegamente, mesmo que o resto do mundo diga que é mentira, que não vale a pena e que quando morremos tudo acaba. Quando estamos apaixonados não conseguimos ver os defeitos da pessoa amada, somos cegos, surdos, mudos e insensíveis ao tato. Sim, por vezes, até mesmo à violência psicológica ou física. Quantos casos perdidos de homens e mulheres que matam os seus conjugues pelo fenómeno chamado amor. Casos perdidos, loucos, fanáticos e até mesmo obcecados de amor sem fim, doente e podre no seu interior? Podemos perguntar se isso é mesmo amor, se podemos chamar isso de tal forma, mas quem está lá diz que sim, é amor só o amor pode levar à loucura. E ao ódio também, a meu ver.
A crença, e atenção que não digo religião, não tem sermões, doutrina, nem castigo, é um sentimento e os sentimentos não têm palavras. É um género de amor, amor que vai além dos nossos pais que nos deram vida, à família que nos educou, é um amor que vai a quem criou a Vida de todos os seres e a vida é algo tão difícil de se manter, um segundo e tudo se foi, sem volta. Acreditar e amar essa força/espírito/ser que faz a vida palpitar neste lindo planeta, é um sentimento lindo e puro. Apesar de às vezes rezarmos e pedirmos coisas, mesmo quando não sejam atendidas as nossas preces, amamos e acreditamos. É amor. E como amor que é pode ficar doente e podre no seu interior. Nunca se viu ninguém dizer: deixa de amar! O amor é doentio e pode levar à morte ou fanatismo. Porque havemos deixar de crer?
Talvez, a forma certa de dizer é: podemos amar, mas com respeito, podemos crer, mas com juízo. Sem deixar que a culpa imposta por religiões nos atormente de tal forma que nos magoemos, deixar que ideias distorcidas influenciem a nossa crença. Porque a crença é nossa. O amor é nosso. Quando amamos e vem uma outra pessoa e diz que a pessoa que amamos não presta, por acaso fazemos caso disso? Não. Então, que importa se o mundo acredita que não há Deus, que não vale a pena acreditar? Podemos não fazer caso, porque a crença é nossa. O amor é nosso.
O amor como a crença são sentimentos que tanto nos podem levar ao céu como ao inferno. Tudo depende de qual lado escolhemos ficar: o lado da luz, com respeito, aceitação e amor próprio, ou o lado da escuridão, com violência, desrespeito e fanatismo.
Quem não acredita, não acredita, também não podemos mudar isso, afinal isso também é uma crença. Afinal quando não existe amor não podemos fazer ninguém amar ninguém, não é? Isso faz parte da aceitação do mundo como ele é. Que tudo está certo e é perfeito, tal como é e que as diferenças ensinam-nos a aceitar e a amar as nossas diferenças e semelhanças.
Imagem retirada de Pixabay.com |
Muito bem escrito e colocado. É lindo ter fé, mais lindo ainda é respeitar a fé dos outros.
ResponderEliminarSim, é isso mesmo. Obrigada pela visita :)
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